Especialistas Médicos no Brasil — Pediatras, Geneticistas e Neuropediatras

Pediatras, Geneticistas e Neuropediatras no Brasil

Distribuição por região, estado e município — fontes: CFM, AMB/USP, CNES/DATASUS

Pediatras no Brasil
~52.000
2ª especialidade em volume
Geneticistas médicos
~500
1% dos especialistas — raridade
Neuropediatras
~800
Sub-especialidade de neurologia
Especialistas totais BR
353.287
59,1% dos médicos ativos (dez/2024)
Pediatras Geneticistas (est.) Neuropediatras (est.)
Sudeste +concentrado
Pediatras
~28.600
Geneticistas
~290
Neuropediatras
~464
42% da população → 55% dos especialistas
Nordeste sub-representado
Pediatras
~8.424
Geneticistas
~65
Neuropediatras
~104
27% da população → só 14–16% dos especialistas
Sul equilibrado
Pediatras
~8.424
Geneticistas
~80
Neuropediatras
~128
14,3% da população → representação proporcional
Centro-Oeste regular
Pediatras
~4.472
Geneticistas
~40
Neuropediatras
~64
7,8% da população — razoavelmente equilibrado
Norte maior déficit
Pediatras
~2.080
Geneticistas
~15
Neuropediatras
~24
8,8% da população → apenas 4–6% dos especialistas — maior déficit relativo do país
Leitura central: o Sudeste concentra mais da metade de todos os especialistas com apenas 42% da população. Norte e Nordeste — que juntos somam 36% dos brasileiros — ficam com menos de 20% dos pediatras e provavelmente menos de 18% dos geneticistas e neuropediatras.
Paradoxo demográfico: o Maranhão (1,3 méd/1.000 hab.) e o Pará (1,4) têm os menores índices do país — menos da metade da média nacional de 2,81/1.000 habitantes. O Distrito Federal lidera com 6,3/1.000.
Por estado
EstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.
São Paulo~14.000~140~220
Minas Gerais~6.500~60~100
Rio de Janeiro~6.000~65~100
Espírito Santo~2.100~18~30
Legenda de status
Polo nacional — referência nacional Polo regional — referência da região Regular — acesso razoável Baixo — carência relevante Crítico — ausência ou 0–1 profissional
Municípios
MunicípioEstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.Status
São PauloSP~8.500~90~140Polo nac.
CampinasSP~900~10~16Bom
Ribeirão PretoSP~700~12~14Bom
SantosSP~450~4~6Regular
SorocabaSP~380~3~5Regular
São José dos CamposSP~320~3~4Regular
Rio de JaneiroRJ~4.000~45~70Polo nac.
NiteróiRJ~400~5~7Regular
Nova IguaçuRJ~240~2~3Baixo
PetrópolisRJ~200~2~3Baixo
Belo HorizonteMG~3.200~35~55Polo reg.
UberlândiaMG~500~5~7Regular
Juiz de ForaMG~380~4~5Regular
ContagemMG~220~2~3Baixo
Montes ClarosMG~180~1~2Baixo
Interior MG (demais)MGescasso0–10–1Crítico
VitóriaES~900~9~14Regular
SerraES~200~1~2Baixo
Vila VelhaES~180~1~2Baixo
Alerta crítico: o Nordeste tem 27% da população brasileira mas apenas ~16% dos pediatras e estimados ~13% dos geneticistas e neuropediatras. A concentração nas capitais supera 80% em quase todos os estados.
Por estado
EstadoPop. (mi)PediatrasGeneticistasNeuroped.Ped/100k hab.
Bahia14,9~2.200~28~38~14,8
Pernambuco9,6~1.700~22~30~17,2
Ceará9,3~1.450~18~25~15,7
Maranhão7,1~700~5~8~9,8
Paraíba4,0~650~6~9~15,8
Rio Grande do Norte3,6~620~6~8~17,1
Alagoas3,4~450~4~5~13,0
Piauí3,3~430~3~4~12,9
Sergipe2,3~350~3~4~14,8
Municípios — capitais e cidades com dados disponíveis
MunicípioEstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.Status
SalvadorBA~1.500~20~27Polo NE
Feira de SantanaBA~200~2~3Baixo
Vitória da ConquistaBA~130~1~2Baixo
CamaçariBA~600~1Crítico
IlhéusBA~5500–1Crítico
JuazeiroBA~4500Crítico
Interior BA (demais)BAmuito escasso00Ausente
RecifePE~1.300~18~25Polo NE
CaruaruPE~130~1~1Crítico
PetrolinaPE~100~1~1Crítico
OlindaPE~8000Crítico
Jaboatão dos GuararapesPE~7000Crítico
FortalezaCE~1.250~15~22Polo NE
SobralCE~900–1~1Crítico
Juazeiro do NorteCE~8000–1Crítico
CaucaiaCE~5000Crítico
São LuísMA~580~4~6Baixo
ImperatrizMA~6000Crítico
Interior MA (demais)MAmuito escasso00Ausente
João PessoaPB~430~4~6Baixo
Campina GrandePB~170~1~2Crítico
Interior PBPBescasso00Ausente
NatalRN~500~5~6Baixo
MossoróRN~800–1~1Crítico
MaceióAL~370~3~4Baixo
ArapiracaAL~6000Crítico
TeresinaPI~360~3~4Baixo
ParnaíbaPI~5000Crítico
AracajuSE~290~3~3Baixo
Interior SESE~6000–1Crítico
Conclusão: uma criança em Juazeiro (BA), Caruaru (PE) ou Sobral (CE) que precisar de um geneticista ou neuropediatra precisará viajar centenas de km até a capital — ou ser referenciada para o Sudeste.
Por estado
EstadoPop. (mi)PediatrasGeneticistasNeuroped.
Rio Grande do Sul11,4~3.400~35~55
Paraná11,5~3.000~28~45
Santa Catarina7,6~2.024~17~28
Municípios
MunicípioEstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.Status
Porto AlegreRS~1.800~22~35Polo reg.
Caxias do SulRS~280~3~4Regular
PelotasRS~220~2~3Regular
Santa MariaRS~190~2~3Regular
CanoasRS~130~1~2Baixo
CuritibaPR~1.600~18~28Polo reg.
LondrinaPR~380~4~6Regular
MaringáPR~280~3~4Regular
CascavelPR~160~1~2Baixo
Ponta GrossaPR~140~1~2Baixo
FlorianópolisSC~700~8~12Polo reg.
JoinvilleSC~380~4~6Regular
BlumenauSC~240~2~4Regular
ChapecóSC~120~1~1Baixo
Destaque do Sul: única região com distribuição relativamente equilibrada entre capital e interior. Cidades como Londrina, Maringá, Caxias do Sul e Joinville concentram especialistas além do esperado para seu porte — reflexo da rede universitária interiorizada.
Maior déficit do país: o Norte tem 8,8% da população e apenas ~4% dos pediatras. Geneticistas e neuropediatras são praticamente inexistentes fora de Manaus e Belém.
Por estado
EstadoPop. (mi)PediatrasGeneticistasNeuroped.Méd/1.000 hab.
Pará8,6~700~4~61,4
Amazonas4,2~520~4~61,6
Rondônia1,8~200~1~2
Tocantins1,6~180~1~2
Amapá0,8~900–10–11,5
Acre0,9~1000–10–1
Roraima0,6~800–10–1
Municípios
MunicípioEstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.Status
ManausAM~430~3~5Baixo
Interior AmazonasAM~9000Ausente
BelémPA~560~3~5Baixo
SantarémPA~6000Crítico
MarabáPA~5000Crítico
ParauapebasPA~3000Crítico
Porto VelhoRO~1600–1~1Crítico
PalmasTO~1400–1~1Crítico
Rio BrancoAC~8500–1Crítico
MacapáAP~7000–1Crítico
Boa VistaRR~6500–1Crítico
Por estado
EstadoPop. (mi)PediatrasGeneticistasNeuroped.
Goiás7,2~1.800~14~22
Mato Grosso3,6~750~5~8
Mato Grosso do Sul2,8~700~6~9
Distrito Federal3,0~1.200~15~22
Municípios
MunicípioEstadoPediatrasGeneticistasNeuroped.Status
Brasília (DF)DF~1.200~15~22Polo reg.
GoiâniaGO~1.300~11~17Polo reg.
AnápolisGO~180~1~2Baixo
Aparecida de GoiâniaGO~120~1~1Baixo
Rio VerdeGO~8000–1Crítico
Campo GrandeMS~550~5~7Regular
DouradosMS~1000–1~1Crítico
CuiabáMT~550~4~6Regular
Várzea GrandeMT~7000Crítico
RondonópolisMT~8000–1Crítico
DF como exceção: Brasília tem o maior índice de médicos por habitante do Brasil (6,3/1.000 hab.), incluindo especialistas raros. É a única cidade fora do Sudeste com acesso amplo a geneticistas e neuropediatras.
Como ler este painel: ter uma faculdade de medicina não garante especialistas — é a residência médica credenciada que forma e, na maioria dos casos, fixa o profissional na cidade. Para geneticistas e neuropediatras, o gargalo nacional está justamente na escassez de programas de residência fora do Sudeste e Sul.
Pediatria ~400+ programas credenciados no Brasil
Especialidade mais distribuída — presente em todas as regiões, mas com concentração expressiva no Sudeste e Sul.
Principais centros formadores — municípios com maior volume de vagas e residentes
MunicípioInstituição / HospitalEstadoVagas aprox./anoDestaqueNível
São PauloUSP / Instituto da Criança (ICr)SP~40Maior complexo pediátrico do país; casos raros, neonatologia extremaNacional
São PauloUNIFESP / Hospital São PauloSP~30Maior hospital universitário do Brasil; PS intensoNacional
São PauloSUS-SP (50 instituições)SP~107Maior processo seletivo único de pediatria do paísNacional
São PauloHospital Sírio-LibanêsSP~636 candidatos/vaga — alta concorrência, referência privadaNacional
CampinasUNICAMP / HC UnicampSP~16Forte pesquisa, subespecialidades e estágio internacionalNacional
Ribeirão PretoUSP-RP / HC-FMRPSP~12Referência em genética e doenças metabólicas pediátricasNacional
Rio de JaneiroUERJ / HUPERJ~15Referência em adolescência, cardiopatia e nefropatia crônicaNacional
Rio de JaneiroUFRJ / IPPMGRJ~14Forte base teórica e prática diversificadaNacional
Rio de JaneiroFiocruz / IFFRJ~8Referência em genética e doenças raras pediátricasNacional
Belo HorizontePSU-MG (múltiplas)MG~60+Maior concorrência/vaga do país (64,3 candidatos/vaga em 2024)Nacional
Belo HorizonteUFMG / HC-UFMGMG~20Referência pública em MG com subespecialidadesRegional
Porto AlegreHCPA / UFRGSRS~292 (todas esp.)500+ residentes ativos; referência em genética e erros inatosNacional
Porto AlegreHospital Moinhos de VentoRS~4Alta concorrência; referência privada no SulRegional
CuritibaHospital Pequeno PríncipePR~66 (todas esp.)Maior hospital exclusivamente pediátrico do paísNacional
CuritibaUFPR / HC-UFPRPR~15Um dos maiores centros do Sul; forte no SUSRegional
CuritibaPUC-PRPR~75 (todas esp.)23,4 candidatos/vaga; referência privada no PRRegional
FlorianópolisUFSC / HU-UFSCSC~8Referência em SC; casos clínicos diversificadosRegional
BrasíliaUnB / HUBDF~12Alta complexidade ambulatorial; casos raros e especializadosRegional
RecifeIMIPPE~20Maior referência pediátrica do NE; foco no SUS e realidade nordestinaRegional
RecifeHospital da Restauração / SES-PEPE~15Referência pública estadual; alta demanda de PSRegional
RecifeUFPE / HC-UFPEPE~12Referência universitária pública do NERegional
SalvadorUFBA / HUPESBA~15Referência nordestina citada no ranking nacionalRegional
FortalezaUFC / HIASCE~10Principal formador do Ceará; nota 5 MECRegional
São LuísUFMA / HUUFMAMA~6Único programa relevante no MA; capacidade limitadaBaixo
BelémUFPA / HUJBB + HUBFSPA~8Únicos programas relevantes na região NorteBaixo
ManausUEA / HUMAM~6Capacidade muito restrita para a demanda da regiãoBaixo
Genética Médica Apenas ~20 programas no Brasil · 84 vagas/ano autorizadas · só 41 residentes em atuação
Especialidade mais rara do país. A maioria dos programas fica em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No Nordeste inteiro, existe apenas 1 programa relevante (UFBA/Salvador).
MunicípioInstituição / HospitalEstadoVagas aprox./anoDestaque / FocoRegião
São PauloUSP / HC-FMUSP (Instituto da Criança)SP~4–6Referência nacional; exoma, erros inatos, dismorfologia; estágio em oncogenética (Sírio/Barretos)Nacional
São PauloUNIFESPSP~2–3Forte em genética clínica pediátrica e neurogenéticaNacional
CampinasUNICAMP / HC UnicampSP~3–4Forte pesquisa; erros inatos do metabolismo; vinculado à pós-graduaçãoNacional
Ribeirão PretoUSP-RP / HC-FMRPSP~3Primeiro programa de genética clínica do Brasil (1977); dismorfologia e oncogenéticaNacional
Rio de JaneiroFiocruz / IFF (Fernandes Figueira)RJ~3–4Referência nacional em doenças raras materno-infantisNacional
Rio de JaneiroUFRJ / IPPMGRJ~2Genética clínica pediátrica integrada à pediatriaRegional
Porto AlegreHCPA / UFRGSRS~4–5Referência em erros inatos, exoma e genômica; estágio em Manaus e exteriorNacional
Porto AlegreSanta Casa / ISCMPARS~2Dismorfologia e aconselhamento genéticoRegional
Belo HorizonteUFMG / HC-UFMGMG~2–3Genética clínica e molecularRegional
BrasíliaUnB / HUBDF~2Único programa relevante no Centro-OesteRegional
SalvadorUFBA / HUPESBA~2–3Único programa de referência do Nordeste; genética clínica e neurologia pediátricaNE único
FortalezaUFCCE~1 (irregular)Capacidade muito limitada; não forma regularmenteCrítico
Demais estados NEVários0Nenhum programa credenciado pela CNRMAusente
Norte (todos os estados)UFPA (Belém)PA~1 (esporádico)Praticamente inexistente como formação sistemáticaCrítico
Dado crítico: o CNRM autorizou 84 vagas/ano para genética médica no Brasil, mas apenas 41 residentes estão efetivamente em atuação (15 no R1, 15 no R2, 11 no R3) — menos da metade das vagas disponíveis. O gargalo não é ausência de vagas, mas falta de candidatos e de programas bem estruturados, reflexo da pouca visibilidade da especialidade durante a graduação.
Neuropediatria (Neurologia Pediátrica) ~30–40 programas · pré-requisito: pediatria (3 anos) + neuroped. (2–3 anos)
Requer 5–6 anos de residência após a graduação. Programas concentrados em SP, RJ e RS. No NE, apenas Salvador, Recife e Fortaleza possuem programas ativos.
MunicípioInstituição / HospitalEstadoVagas aprox./anoDestaque / FocoRegião
São PauloUSP / Instituto da Criança (ICr-FMUSP)SP~6–8Maior volume de casos complexos do país; epilepsia, AUT, paralisia cerebralNacional
São PauloUNIFESP / Hospital São PauloSP~4–6Forte em epilepsia e doenças neuromuscularesNacional
São PauloHospital Beneficência Portuguesa (BP)SP~3Referência privada; neurorradiologia e UTI pediátrica de pontaNacional
São PauloSanta Casa de SP / FCM-SCMSP~3Referência em doenças raras e neurometabólicaRegional
CampinasUNICAMP / FCMSP~3–4Forte pesquisa em epilepsia genética; integrado à pós-graduaçãoNacional
Ribeirão PretoUSP-RP / HC-FMRPSP~3Referência em doenças neuromusculares e neurometabólicaRegional
Rio de JaneiroUFRJ / IPPMGRJ~3–4Referência em epilepsia refratária e neuroimagemNacional
Rio de JaneiroFiocruz / IFFRJ~2–3Integrado à genética; forte em doenças raras neurodesenvolvimentoRegional
Belo HorizonteUFMG / HC-UFMGMG~3Referência em MG; forte em paralisia cerebral e epilepsiaRegional
Porto AlegreHCPA / UFRGSRS~4–5Referência nacional; integrado com genética; pesquisa em doenças rarasNacional
CuritibaHospital Pequeno Príncipe / FPPPR~3–4Único hospital 100% pediátrico do país; volume altíssimo de casosNacional
CuritibaUFPR / CHC-UFPRPR~2–3Referência pública no PRRegional
BrasíliaUnB / HUBDF~2–3Referência no Centro-Oeste; acesso a casos de alta complexidadeRegional
SalvadorUFBA / HUPESBA~2–3Principal polo do NE; genética + neuroped. integradasNE polo
RecifeIMIP / HC-UFPEPE~2SES-PE oferece vagas via UPENET; foco no SUS nordestinoNE polo
FortalezaUFC / HIASCE~1–2Capacidade limitada; referência do CearáNE polo
Demais estados NEVários0Nenhum programa credenciadoAusente
Norte (todos)Vários0–1Praticamente inexistente; referenciamento para o Sul/SudesteCrítico
Ranking: quem mais forma especialistas no Brasil
InstituiçãoCidadePediatrasGeneticistasNeuropediatrasPosição nacional
USP (HC-FMUSP + Instituto da Criança)São Paulo — SP★★★★★★★★★★★★★★★1º nacional
HCPA / UFRGSPorto Alegre — RS★★★★★★★★★★★★★★★2º nacional
UNICAMP / FCMCampinas — SP★★★★★★★★★☆★★★★☆3º nacional
Fiocruz / IFFRio de Janeiro — RJ★★★☆☆★★★★★★★★☆☆Ref. em genética
UNIFESP / Hosp. São PauloSão Paulo — SP★★★★★★★★☆☆★★★★☆Top 5 nacional
Hospital Pequeno Príncipe / FPPCuritiba — PR★★★★★★★☆☆☆★★★★☆Top 5 pediátrico
USP-RP / HC-FMRPRibeirão Preto — SP★★★★☆★★★★★★★★☆☆Ref. em genética
UFMG / HC-UFMGBelo Horizonte — MG★★★★☆★★★☆☆★★★☆☆Polo MG
IMIPRecife — PE★★★★☆★☆☆☆☆★★☆☆☆Polo NE pediatria
UFBA / HUPESSalvador — BA★★★☆☆★★☆☆☆★★☆☆☆Único NE genética
UFC / HIASFortaleza — CE★★★☆☆★☆☆☆☆★★☆☆☆Polo NE CE
UFPE / HC-UFPE + SES-PERecife — PE★★★☆☆★☆☆☆☆★★☆☆☆Polo NE PE
UFPA / HUJBBBelém — PA★★☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆Norte — limitado
UEA / HUMManaus — AM★★☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆Norte — crítico
★★★★★ = referência nacional / polo formador · ★★★★☆ = alta capacidade regional · ★★★☆☆ = formação regular · ★★☆☆☆ = baixa capacidade · ★☆☆☆☆ = esporádico · ☆☆☆☆☆ = ausente
Conclusão estrutural: a formação de geneticistas e neuropediatras está, na prática, concentrada em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Quem se forma nesses centros tende a ficar neles — criando um ciclo vicioso que aprofunda a desigualdade regional. Ampliar programas de residência no Nordeste e Norte (especialmente em Salvador, Recife, Fortaleza e Belém) é o único caminho estrutural para redistribuição de longo prazo.